."Viver é a coisa mais rara do mundo, a maioria das pessoas apenas existe".Oscar Wilde .
Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007
Viagens de Moto - Norte de Italia

Tempo sugerido: 7 dias | Total percorrido 1345 km


Roma, Florença e Milão, três das mais importantes cidades italianas, estão neste roteiro. Mas, por incrível que pareça você encontrará todas as atracções fora dos nomes mais conhecidos. De moto pela Umbria, Toscana, Emilia-Romagna e Lombardia, é possível conhecer uma Itália de cinema, de campos bucólicos e castelos medievais. Prepare-se para encontrar excelentes restaurantes, vinhos inesquecíveis e paisagens de sonho.


Dia 1

Roma / Perugia / Assis   255 quilômetros *

Antiga ponte Romana
Roma, a cidade eterna, vale uma viagem inteira só para si. Mas essa não é sua intenção nesse roteiro. Portanto, mesmo de coração partido, pegue a estrada rumo ao norte, para a Umbria e a Toscana, margeando o Rio Tibre. Esse é um dos poucos trechos da viagem no qual você andará exclusivamente por auto-estrada, pois é possível fazer o mesmo roteiro usando estradas secundárias, mais bonitas e com atrações interioranas de marcar uma vida. A primeira parada pode ser num restaurante à beira do Lago Trasimero, região de importância histórica para a civilização romana. Depois, Perugia. Capital da região de Umbria, Perugia tem um belíssimo centro histórico, em torno do Corso Vanucci. É lá que fica Fontana Maggiore, do século 13. Também vale a pena ver a Igreja San Domenico, erguida entre 1305 e 1632, e o majestoso Palazzo dei Priori, todo cercado de muralhas. O dia termina em Assis, a cidade de São Francisco, aqui enterrado. A Basílica domina a paisagem. Cidade medieval, com menos de 30 mil habitantes, Assis tem óptimos restaurantes e hotéis nem tanto, mas adequados para apenas uma noite. 
 
Dia 2

Assis / Arezzo / Siena   185 quilômetros *

Piazza del Campo, Siena
Chegar à Toscana por Arezzo é entrar com chave de ouro. Mesmo: uma das cidades mais ricas da região, Arezzo é famosa pelo talento de seus artistas e, principalmente, dos ouvires e joalheiros. Não só: cercada por quatro vales, com preservadas construções medievais, ela fica no centro de uma área repleta de boas villas para alugar. De Arezzo a Siena, o caminho é curto, mas dá vontade de fazê-lo ao longo de um dia inteiro, apenas para curtir a paisagem de filme, com campos verdinhos, ciprestes, vinhedos, vales e casarões e villas de pedra. Siena é a segunda cidade mais importante da Toscana (e foi a principal entre os séculos 13 e 16, quando a peste a atingiu e Florença ganhou poderio). Palco do Palio  , maior festa da Toscana e uma das mais tradicionais de toda a Itália, Siena é tradicional e extremamente bem preservada – parece que quase nada mudou, pelo menos nas fachadas, nos últimos 800 anos. Dê uma parada na Piazza del Campo e olhe ao redor para sentir a mesma coisa. Veja também o gótico Palazzo Publico e o Battistero di San Giovanni. Cercada pelo vale de Chianti, onde é fabricado o famosíssimo vinho e também excelentes azeites, Siena é um ótimo centro gastronômico .

Dia 3

Siena / Monteriggioni / San Gimignano / Florença   80 quilômetros *

Ponte Vecchio, Florença
Entre as duas maiores cidades da Toscana, vale a pena sair um pouco da rota para conhecer pequenas pérolas. Monteriggioni, minúscula, parece um cenário de filme. É o local ideal para fazer agriturismo se você quiser passar mais dias por aqui. San Gimignano é uma cidade também pra lá de especial: construída sobre um monte, ela conta com uma série de torres construídas entre os séculos 11 e 13 – verdadeiros arranha-céus da Idade Média. Aqui se produz um outro tipo de vinho típico da região, o Vernaccia di San Gimignano. Mas, se você é fã de vinhos, deve desviar um pouco a rota e conhecer, ao sul de Siena, Montalcino, terra do Brunello di Montalcino. No fim da tarde, chegue a Florença e aproveite para ver o pôr-do-sol da Ponte Vecchio, um dos mais conhecidos cartões-postais do mundo.

Dia 4

Florença / Vinci / Pisa / Lucca   125 quilômetros *

Torre de Pisa
É difícil deixar Florença sem querer visitar seus incontáveis museus, mas a proposta dessa viagem é visitar o interior, portanto... Pé na estrada! A primeira parada é Vinci. Como o nome já diz, é a cidade natal de Leonardo (1452-1519), com um imponente castelo medieval a dominar a paisagem – nele fica o museu dedicado a seu cidadão mais ilustre, com modelos das máquinas imaginadas por Da Vinci. Siga depois para Pisa, a cidade famosa por sua torre inclinada. Construída entre 1173 e 1350, quando a cidade era muito poderosa, a Torre de Pisa tem oito andares e sua inclinação atual é de cinco metros. Termine o dia em Lucca, famosa por seu anfiteatro romano do século I. A região também é excelente para fazer agriturismo.

 

Dia 5

Lucca / Florença / Bolonha / Pádua / Verona   360 quilômetros *

Vista de Pádua
Este será um dia com um pouco mais de estrada do que você se acostumou, mas as belas pistas italianas e as atracções pelo caminho não deixarão que você sinta a viagem. Você sairá da Toscana e entrará na região de Emilia-Romagna. Vale a pena parar para almoçar em Bolonha, considerada a capital mundial das carnes embutidas (cada lojinha tem uma infinidade de frios) e lugar de pratos calóricos e fabulosos. Em Bolonha fica a mais antiga universidade italiana, construída no século 11. Ao sair para o norte, você terá de tomar uma difícil decisão em Pádua (cidade com maravilhosos trabalhos de Giotto): virar à direita e ir para Veneza ou para a esquerda e seguir para Verona. Como esse roteiro é de uma viagem para ser feita de carro, deixe Veneza para outra ocasião (carros nem entram na cidade dos canais, que só pode ser explorada de barco ou a pé). Termine o dia em Verona, a romântica cidade de Romeu e Julieta. Embora fictícia, a história de amor contada por Shakespeare é tão vívida em Verona que até o balcão de onde Julieta via seu amado por ser visitado

Dia 6

Verona / Lago Garda / Verona   160 quilômetros *

Vista aérea de Verona
Verona não é “apenas” a cidade de Romeu e Julieta e toda a evocação romântica que isso pode trazer. Nela fica o Anfiteatro Arena, concluído em 30 d.C. para lutas de gladiadores e em atividade até hoje – aqui se realiza um importante festival de ópera no verão. Vale a pena também visitar o Castelvecchio, que abriga uma importante galeria de arte. De Verona, o passeio mais especial é o do Lago Garda, maior centro de veraneio do norte da Itália, cercado por belas cidades, como Sirmione. É possível fazer um cruzeiro para visitar as ilhas e cidades vizinhas. Volte para Verona à noite.

Dia 7

Verona / Brescia / Milão   180 quilômetros *

Duomo, Milão
Momento difícil: último dia de Itália. Mas ainda há muito que fazer. Primeiro, é hora de deixar a região de Emilia-Romagna e entrar na Lombardia. Brescia pode ser uma ótima parada: localizada no pé de uma montanha, é uma cidade com conservadas ruínas romanas, castelo e ponto de partida para passeios na neve (durante o inverno). Depois, faça uma parada em Cassinetta di Lugagnano para conhecer a Antica Osteria del Ponte, um dos restaurantes mais premiados da Itália – tem duas estrelas do Guide Michelin, mais importante referência gastronômica da Europa. Depois, é só chegar em Milão, capital da moda, do design e de tudo que há de moderno na Itália. E despedir-se como manda a tradição italiana: com uma bela refeição. Se sobrarem muitos euros, vá para o Aimo e Nadia (Via Montecuccoli, 6). Uma excelente refeição, mas bem mais econômica, pode ser feita no El Cordobes (Via Lamarmora, 36), um típico milanês apesar do nome.

* Total de quilometros rodados de moto no dia.

Mapa

 

publicado por AntonioCasteleiro às 00:01
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1 comentário:
De Viagens Italia a 2 de Julho de 2010 às 14:07
Um roteiro muito bom! Já visitei algumas cidades italianas mas não todas as do roteiro!

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Este blog é um espaço de análise e opinião. Da minha análise sobre factos e coisas do dia a dia, e da opinião que à cerca delas vou construindo. Sobre o que escrevo, muitos dos que me lerem Estarão de acordo e muitos outros discordarão. Não há mal nenhum nisso. Assim uns e outros saibam Respeitar uma opinião contraria.Antonio Casteleiro

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